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quinta-feira, 13 de junho de 2013

ITABIRA: CAPITAL ESTADUAL DO TROPEIRISMO

(Itabira)


Itabira ganhou o título de Capital Estadual do Tropeirismo, sancionado pelo governador Antônio Augusto Anastasia, pela Lei nº 20.709, no último dia 7, graças aos 10 anos de atividade do Museu do Tropeiro, localizado no distrito de Ipoema.
O Museu do Tropeiro é, sem dúvida, uma significativa realização que tem contribuído de forma incisiva no fomento do turismo na cidade. Não é demais afirmar ainda, que o turismo local (do distrito) pode ser definido como antes e depois da inauguração do Museu.
O vice-prefeito Reginaldo Calixto, que ocupa também a pasta de secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Inovação e Turismo, comemorou o feito. Estamos muito felizes e honrados com este título. A história mostra que Itabira era a rota dos tropeiros que seguiam para Ouro Preto e Diamantina, ou seja, somos um dos pontos mais relevantes da Estrada Real. Este título veio em boa hora. Neste momento estamos com vários projetos para a área turística do município”.
O prefeito de Itabira, Damon Lázaro de Sena, destacou que “Com a concessão do título, vamos buscar recursos junto aos governos estadual e federal para maior desenvolvimento do turismo em nossa região. E o desenvolvimento turístico certamente vai possibilitar a geração de renda”.


UM POUCO DA HISTÓRIA DO MUSEU
Pouco ou quase nada foi dito, até então, sobre os responsáveis pela iniciativa. Muitos itabiranos não sabem, ou preferem não reconhecer, que quem acolheu e iniciou o projeto foi o governo Jackson Tavares (PT), somado à arrancada do turismo cultural, identificado por Ciclo do Homens, a favor da obra de Drummond.
O Museu foi criado a partir da expedição Spix & Martius, composta por 23 caminhantes (médicos, ornitólogos, jornalistas, biólogos, artistas, cinegrafistas, poetas e outros), que fizeram um levantamento do patrimônio cultural e natural da Estrada Real, em 1999. Ao chegarem em Ipoema, como foram muito bem recepcionados pela comunidade local e pelo governo da ocasião, resolveram criar ali o Museu do Tropeiro, na casa do tropeiro Sô Neco, construída no século XVIII.
Praticamente todo o acervo do Museu, com cerca de 700 peças históricas, foi comprado do fazendeiro e colecionador José Dutra, de Rio Vermelho, localizado entre os municípios de Sabinópolis e Serro.
A reforma e inauguração da sede ocorreram no governo Ronaldo Magalhães (PTB) em 2003 e, desde então, abocanhou sozinho os louros da conquista, nunca tendo feito qualquer menção de autoria ao governo anterior na mídia oficial ou mesmo da Expedição Spix & Martius, que eu me recorde. Nem sob a gestão do Ronaldo, nem na do João Izael (PR), sucessor e parceiro político do Ronaldo.
Eleni Vieira comandou o Museu da inauguração até o ano passado, com boa dedicação, tendo apoiado bastante para colocar Ipoema na mídia. Outro ipoemense (adotado) que muito contribuiu para o desenvolvimento turístico é o colega fotógrafo e dono de pousada Roneijober Andrade, que criou, desenvolve e promove o projeto do Morro Redondo, com apoio de leis de incentivo à cultura e de raros patrocinadores comuns. Ronei bem que merece ser lembrado e destacado, pela sua dedicação voluntária em prol do desenvolvimento local.
Deste ano para frente, Aparecida Madureira assumiu a direção, num cargo de confiança do prefeito Damon de Sena (PV), tendo entrado em cena com excelente performance, ao assumir a responsabilidade da festa dos 10 anos do Museu. A grande festa ocorreu com igual sucesso e com boas novidades. O show principal, apresentado pelo renomado Renato Teixeira, passou para o campo de futebol, numa área mais aberta e com maior capacidade de acolher o enorme público.
Todas as tradicionais atrações do distrito foram apresentadas em série, em pequenos esquetes, como o cortejo com centenas de cavaleiros de toda região, sob as bênçãos do padre Renato Menezes; Estaladores de Chicote; Berranteiros; Nega do Tabuleiro; Pastorinhas; Meninos Trovadores; Lavadeiras de Ipoema; Trança-Fitas; Bordadeiras da Quarta e os Sacis-Pererês.

Como podem comprovar, nossa cidade muito tem a comemorar pela conquista do título estadual de Capital do Tropeirismo. Principalmente pela feliz iniciativa do pessoal da Expedição Spix & Martius, pelo esforço incansável do Ronei e pelo fato de termos a certeza que todos os recentes governantes, artistas populares e a comunidade não têm poupado esforços para manter a tradição e fazer jus ao título conferido. Eis a prova que quando todos se mobilizam, os resultados se concretizam. É isso aí. Parabéns a todos pelo sucesso!

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